Obra de mais de R$ 37,4 milhões amplia capacidade para 2,5 mil L/s e eleva remoção de fósforo
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| Joel Rodrigues/Agência Brasília |
Moradores de Samambaia e de outras regiões atendidas pela ETE Melchior vão ver o sistema de esgotamento sanitário preparado para mais demanda e com tratamento mais estável: a estação terá capacidade ampliada de 1,5 mil para até 2,5 mil litros por segundo, acompanhando o crescimento populacional previsto até 2050.
A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) iniciou em agosto de 2024 a construção da nova unidade de polimento final na ETE Melchior, em Samambaia. O investimento supera R$ 37,4 milhões, a obra é executada pela Ankara Engenharia Ltda e já gerou mais de 40 empregos. O projeto inclui ainda uma casa de química e interligações com as estruturas existentes da estação.
Essa etapa adicional faz o chamado tratamento químico de efluentes: outra barreira além do tratamento biológico que reduz fósforo e outros nutrientes remanescentes. Hoje a retirada de fósforo está em torno de 90%; com a nova unidade a meta é ultrapassar 95% de eficiência, diminuindo o risco de danos ambientais em cursos d’água da bacia.
Segundo o presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, a ação integra o esforço do governo por devolver à natureza água com qualidade compatível; a superintendente de Operação e Tratamento de Esgoto, Ana Maria do Carmo Mota, acrescenta que o polimento final garante mais estabilidade operacional quando o tratamento biológico sofre variações, elevando a segurança do processo.
O rio Melchior é classificado como Classe 4 e não é usado para abastecimento humano, mas recebe efluentes que influenciam a composição ambiental local. A Caesb realiza monitoramento contínuo em pontos antes e depois dos lançamentos para assegurar conformidade com normas. A obra faz parte de um plano maior de modernização do sistema de esgotamento sanitário, com investimentos previstos perto de R$ 240 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pelo GDF, por comitês de bacias hidrográficas e pela própria Caesb.
