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DF prevê 90 km de novas ciclovias em 2026

Governo do DF destina R$ 56 milhões ao programa Vai de Bike para conectar trechos e ampliar a rede já com 745 km


DF prevê 90 km de novas ciclovias em 2026
Tony Oliveira/Agência Brasília

Brasília deve ganhar cerca de 90 quilômetros de novas ciclovias até o fim do ano, com investimento estimado em R$ 56 milhões pelo GDF. A expansão promete reduzir distâncias entre regiões administrativas e oferecer mais opções de deslocamento para quem usa a bicicleta no dia a dia, no esporte e no lazer.


Hoje o DF já soma 745 km de ciclovias e ciclofaixas, a segunda maior malha do país, atrás apenas de São Paulo. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) aprovou por volta de 30 projetos do programa Vai de Bike, voltados também a ligar trechos isolados. O secretário Zeno Gonçalves afirma que a meta é superar mil quilômetros de vias cicláveis.


As obras são executadas pela Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF). Neste ano, a SODF concluiu cerca de 5,8 km no Lago Sul, entre SHIS QI 5 Conjunto 20 e SHIS QI 15 Conjunto 10, e a continuidade até QI 25 Conjunto 11 está em terraplenagem, com previsão de seguir até Ermida Dom Bosco, somando aproximadamente 15,8 km na região. No Lago Norte há 8,3 km em andamento entre a Praça das Garças e a Estrada Parque Península Norte (EPPN) e, em Planaltina, projeta-se um percurso de 26,6 km entre o Núcleo Rural Fumal e o Balão do Colorado (BR-020), com os primeiros 8 km em terraplenagem. O secretário Valter Casimiro destaca que os contratos priorizam novas construções, mas também prevêem manutenção dos trechos existentes.


A infraestrutura cicloviária do DF é composta por diferentes tipos de via: 509,23 km de ciclovias, 75,83 km de ciclofaixas, 61,15 km de calçadas compartilhadas, 68,57 km em parques, 9,05 km de ciclorrotas e 2,99 km em Zonas 30. Desde 2019 já foram construídos mais de 150 km de novas ciclovias; intervenções somam 97,7 km distribuídas em locais como Epig (12 km), Hélio Prates (4 km), Boulevard de Taguatinga (1,1 km), ligação Guará/Bandeirante (1,2 km), Rota de Fuga do SIA (3,5 km), Avenida Paranoá (2,7 km), ESPM (8,5 km), SOF Sul (1 km), Riacho Fundo II (13,9 km), Lago Sul (16,3 km), Lago Norte (8,3 km), Sobradinho (26,6 km) e Cruzeiro (1,3 km).


A prioridade do governo é a integração das vias: segundo o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur, não adianta ter quilômetros de ciclovias desconectadas. Ele lembra um circuito já consolidado — saindo da Candangolândia, passando pelo Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Pistão Sul, Universidade Católica, EPTG e descendo pela Estrutural até a Epia — com cerca de 50 km. Para facilitar o uso combinado com transporte público, o sistema de bicicletas compartilhadas do DF tem centenas de bikes, mais de 332 mil usuários cadastrados e mais de 1,25 milhão de viagens, com estações próximas a rodoviárias, estações de metrô e pontos do BRT.