Segunda edição, iniciada na última quinta-feira (30), qualifica profissionais e aposta em autonomia e geração de renda
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| Sandro Araújo/ Agência Saúde DF |
Usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do DF devem começar a sentir efeitos práticos no dia a dia: a segunda edição do programa Libertarte começou na última quinta-feira (30) com foco em oficinas que ajudam a manter a continuidade do tratamento e oferecem possibilidades de trabalho e renda.
O programa é voltado a gestores e profissionais da saúde mental e busca formar equipes capazes de manter as atividades em funcionamento dentro dos próprios Caps. Rosângela Fernandes Camapum, coordenadora‑geral do projeto, diz que a proposta leva arte e cultura aos usuários na lógica da reforma psiquiátrica antimanicomial, estimulando o protagonismo no cuidado.
As oficinas reúnem linguagens artísticas e práticas manuais — como horta, pintura e música — e terão oficineiros dedicados a pôr as atividades em prática e a qualificar o que já é feito nas unidades. A ideia é que os grupos criados continuem ativos mesmo após a saída dos terapeutas externos.
Para a diretora substituta de Atenção Psicossocial, Jamila Zgiet, o formato combina função terapêutica e produtiva: além de favorecer a autonomia, as atividades podem abrir caminho para inserção social e geração de renda por parte dos usuários.
A iniciativa é uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e a Secretaria de Saúde (SES‑DF). Fabiana Damásio, diretora da Fiocruz Brasília, ressaltou que o modelo já vem sendo replicado em outros estados como forma de compartilhar tecnologias sociais e ampliar o alcance das ações.
