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Roubos caem no DF; homicídios atingem níveis baixos

2º Anuário da SSP-DF mostra queda de 29% em roubos a comércio em 2025 e a menor taxa de mortes por intervenção legal


Roubos caem no DF; homicídios atingem níveis baixos
Matheus Borges/Agência Brasília

Comerciantes e motoristas do DF tiveram alívio em 2025: roubos em comércio recuaram 29% e o roubo de veículos caiu 16% (860 ocorrências ante 1.018 em 2024), segundo a 2ª edição do Anuário de Segurança Pública da SSP-DF. Na série histórica da última década, o furto de veículos acumula redução de 85%.


O levantamento aponta que 68% dos roubos em comércio se concentram em oito regiões administrativas, enquanto sete regiões não registraram ocorrências no ano. A gestão da segurança tem usado esses mapas criminais para direcionar patrulhamento, inteligência e ações de prevenção situacional, reduzindo o impacto nas áreas mais vulneráveis.


Medidas específicas também surtiram efeito: o anuário mostrou maior incidência de homicídios em distribuidoras entre meia-noite e 6h nos fins de semana. Depois de regulamentar o horário de funcionamento, a pasta informa redução de cerca de 70% nesses crimes. Além disso, operações em áreas com maior mancha criminal, como Asa Norte, Taguatinga e Ceilândia, e apreensões de armas brancas foram citadas como ações complementares.


O secretário interino Alexandre Patury atribuiu os resultados à integração entre forças de segurança e sociedade civil, citando a atuação dos conselhos comunitários de segurança (Consegs) e políticas que envolvem educação e esporte. “Não é uma medida isolada, mas um conjunto de ações”, disse Patury, que afirmou a expectativa de disputar o primeiro lugar entre as capitais em 2026. Nos primeiros quatro meses de 2026, a SSP-DF registrou cerca de 30 homicídios a menos em relação ao mesmo período do ano anterior.


Outro dado destacado no anuário é a menor taxa de mortes por intervenção legal do país: 15 ocorrências em 2025. A secretaria relaciona o resultado à capacitação contínua, ao uso progressivo da força e ao respeito aos direitos humanos, fatores que, segundo a pasta, ajudam a fortalecer a confiança da população nas forças de segurança.


O documento amplia o recorte para os últimos dez anos e incorpora o estudo da criminalidade violenta patrimonial, além dos crimes letais intencionais. Especialistas da SSP-DF, como o subsecretário de Gestão da Informação George Couto, apontam também mudanças no comportamento social — aumento do pagamento digital e sistemas de segurança — como fatores que reduziram a atratividade de certos delitos.