2º Anuário da SSP-DF aponta queda em roubos no comércio, queda de 16% em roubos de veículos e medidas que alteraram pontos críticos da cidade
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| Matheus Borges/Agência Brasília |
Moradores e comerciantes do DF sentiram queda nos crimes que impactam o dia a dia: o anuário aponta retração de 29% nos roubos em comércio em 2025 e queda de 16% nos roubos de veículos (860 ocorrências em 2025 contra 1.018 em 2024). Os números constam do 2º Anuário de Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF).
Entre as medidas citadas pelo governo que tiveram efeito prático está a regulamentação do horário de funcionamento de distribuidoras nas madrugadas. Segundo Alexandre Patury, secretário interino da SSP-DF, a mudança foi adotada após estudo do anuário e teria reduzido homicídios vinculados a esses locais em cerca de 70%.
Patury também destacou a atuação integrada com a sociedade — especialmente dos conselhos comunitários de segurança (Consegs) — e a combinação com ações sociais, como educação e esporte. “Não é uma medida isolada, mas um conjunto de ações que tem garantido a redução dos índices, especialmente nos últimos três anos”, afirmou. A SSP-DF citou operações em pontos com maior mancha criminal, como Asa Norte, Taguatinga e Ceilândia, e apreensões de armas brancas.
O relatório mostra ainda uma queda na letalidade policial: o DF registrou 15 mortes por intervenção legal em 2025, menor taxa do país. A secretaria atribui o resultado a políticas de capacitação contínua, ao uso progressivo da força e ao respeito aos direitos humanos, que visam reduzir confrontos e fortalecer a confiança da população.
A gestão orientada por dados também orientou o foco do patrulhamento: 68% dos roubos em comércio se concentraram em oito regiões administrativas, e sete regiões não registraram ocorrências nesse tipo de crime em 2025. Para o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto, o roubo de veículos é um indicador consistente por ter baixa subnotificação; ele reforçou a queda acumulada de 85% na última década.
O anuário ampliou o recorte em relação à edição anterior e passou a analisar a criminalidade violenta patrimonial ao longo dos últimos dez anos, buscando mapear tendências que afetam a sensação de segurança. George Couto também relacionou parte da redução nos roubos em comércio a mudanças no comportamento: o uso de pagamentos digitais e o aumento de sistemas de segurança diminuem a atratividade desses alvos.
