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Tontura: causas, riscos e quando buscar atendimento

SES-DF e ABORL-CCF alertam para ligação com alterações metabólicas e pedem investigação multidisciplinar


Tontura: causas, riscos e quando buscar atendimento
Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

Sente tontura com frequência? O sintoma pode atrapalhar a rotina e elevar o risco de quedas, especialmente entre idosos; por isso é importante procurar avaliação médica em vez de ignorar os episódios.


A ação da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) reforça orientações no contexto do Dia Nacional da Tontura, celebrado em 22 de abril. A campanha de 2026, liderada pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), destaca a importância de investigar causas além do ouvido interno.


Para o otorrinolaringologista Ronaldo Granjeiro, referência técnica distrital (RTD) da SES-DF, a tontura não deve ser atribuída apenas a problemas do labirinto. Alterações hormonais, uso de vários medicamentos e quadros de ansiedade também podem desencadear os sintomas, assim como condições metabólicas.


Entre as alterações metabólicas que podem provocar tontura estão diabetes, hipoglicemia, resistência insulínica, disfunções da tireoide, anemia, dislipidemias, deficiência de vitaminas e desequilíbrios eletrolíticos. O diagnóstico exige análise do histórico clínico, uso de remédios, hábitos de vida, exame físico e, quando necessário, exames complementares, já que cada paciente apresenta sinais distintos.


O tratamento depende da causa identificada: pode incluir medicação, exercícios de reabilitação vestibular e controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Medidas simples ajudam a reduzir episódios — hidratação adequada, diminuir consumo de estimulantes (café, chocolate e certos chás) e evitar álcool. Para idosos, a perda natural da função vestibular (presbivertigem) e a redução de força muscular aumentam o risco de quedas, reforçando a necessidade de acompanhamento médico e atividades de fortalecimento.