Felipe Lemos Cabral participou de programa no CERN entre 17 e 27 de abril e deve replicar conhecimentos na rede pública
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| Arquivo pessoal |
Alunos do CED Lago Sul podem passar a ter aulas mais ligadas à pesquisa: o professor de física Felipe Lemos Cabral esteve no CERN, na Suíça, entre 17 e 27 de abril, e retorna com experiência direta em laboratórios de ponta que pretende aplicar em sala de aula.
Felipe foi selecionado entre mais de 100 candidatos de todo o país para participar do programa internacional do Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN), que abriga o Grande Colisor de Hádrons (LHC). A atividade incluiu sete dias presenciais com visitas às instalações, palestras, oficinas práticas e ações culturais.
No centro de pesquisa, o docente conheceu de perto o LHC e dois importantes experimentos em operação, o LHCb e o CMS — equipamentos que estiveram envolvidos na descoberta do bóson de Higgs, em 2012. Ele resumiu que o objetivo dos aceleradores é investigar a composição da matéria por meio de colisões entre partículas em altas energias.
Estudantes do CED Lago Sul comemoraram a experiência. Sara Cerri, 18 anos e aluna do 3º ano, disse que o incentivo do professor a motiva a seguir Física; Giovanna Rosa, 17, ressaltou que o contato com novas culturas e métodos de ensino deve beneficiar toda a escola e citou sua vivência no projeto Pontes pelo Mundo como exemplo de como essas trocas ampliam horizontes.
Para o diretor Vitor Rios, Felipe, que integra a equipe da escola desde 2024, já vinha se destacando pela proximidade com os estudantes e pela busca de novas práticas pedagógicas. Ao voltar ao Brasil, o professor pretende compartilhar o que aprendeu com colegas da rede pública do DF e aproximar a pesquisa científica da rotina escolar.
